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domingo, 26 de dezembro de 2010

Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se  perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi.  Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não  comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra  cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não  atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo  amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa.  Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a  culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta  mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na  estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. - C.F.A.

Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante.Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento.

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